A nova prorietária, Liberty Media já fez muitas coisas boas para a Fórmula 1. O aumento da liberdade de interação nas mídias sociais e do acesso de fãs nas corridas tem sido algumas dessas mudanças, que instantaneamente trouxe o esporte ao século 21. Ross Brawn falou sobre a necessidade de reduzir o uso do DRS, promover corridas sem tanta tecnologia e fazer planos para serem colocados em prática durante os próximos anos ao invés de fazer reações bruscas.
O diretor comercial da Fórmula 1, Sean Bratches, disse recentemente que quer que o calendário tenha mais de 21 corridas em 2019.
Ignorando o sistema de campeonato da Fórmula 1, uma das grandes razões pelas quais alguns não acompanham na integra a Nascar é porque existem muitas corridas. É praticamente uma por semana desde fevereiro até novembro para um total de 36 corridas. Se um piloto tiver quatro ou cinco corridas ruins, isso realmente não importa, porque há 30 chances para que se recupere. Mas o grande questionamento é que quando se tem um número excessivo de corridas em uma temporada, individualmente, seu significado torna-se quase irrelevante. A Nascar visita muitos circuitos clássicos, mas a Daytona 500 é a mais relevante (ela retém o significado porque é a primeira corrida do ano). Se Fórmula 1 adicionar um número excessivo de etapas ao seu calendário, corre o risco de entrar no mesmo problema. Na última temporada, houve um período em que havia seis Grands Prix em oito fins de semana e em um piscar de olhos, quase um terço da temporada inteira já havia sido disputada. Não havia tempo para refletir sobre uma corrida que acabou de acontecer, nem tempo para ser divulgada a próxima corrida. Elas simplesmente aconteceram.
A Fórmula 1 é um esporte admirável, e nós adoramos ver as corridas e ficarmos frustrados por ter que esperar as férias fora de temporada ou de verão. Porém é a antecipação, o drama que se constrói nas semanas entre corridas que emocionam o público. O público sempre quer mais corridas. A Fórmula 1 é um esporte global, mas há uma abundância de mercados inexplorados. Os EUA, sem dúvida, precisam de no mínimo duas corridas, a América do Sul provavelmente poderia ter mais uma etapa, e não há um Grande Prêmio no continente africano há um quarto de século. Mas também é preciso reter as raízes européias do esporte, e tentar espremer tudo isso em uma temporada.
Olhando para o calendário atual, poderíamos inibir os festejos em Sochi, Baku e Abu Dhabi, pelo menos porque eles servem de lembrete de que Bernie tinha um acordo financeiro. Pelo mesmo motivo, Bahrein poderia sair do calendário, mas geralmente lá as corridas são muito boas e isso é o que mais importa. Nisso poderia ser adicionado ao calendário uma corrida na África do Sul (no recém-renovado circuito de Kyalami) e um retorno à Argentina. Há também espaço para um pouco mais de variedade se Singapura alternasse sua corrida com uma corrida de rua nos EUA e um Grande Prêmio neerlandês em Zandvoort.
A Fórmula 1 precisa recuperar a presença que desfrutava nos Estados Unidos nos anos passados.
Entendo que a Liberty Media quer agitar o esporte e que eles provavelmente estão apenas no processo de jogar muitas idéias para ver o que adere, mas perseguir dois objetivos diametralmente opostos ao mesmo tempo parece ser um pouco de um descuido.
Depois, há a tensão extra que mais corridas colocaria nas equipes. O pessoal já está tendo que aguentar muito tempo longe de casa e seus famillies, como você acha que eles teriam a sensação de que vão gastar mais tempo ainda longe de casa. É claro que as equipes podem criar um sistema de rodízio de quem vai às corridas, mas isso acrescenta dificuldades em termos de logística e finanças – bem como por Mercedes e Ferrari, menos por Sauber e Force India.
Desejar mais ou menos corridas não nós faz ser um fã de Fórmula 1 ruim, e sim cauteloso e dedicado a esse incrível esporte. Mais do que querer opinar sobre o futuro da Fórmula 1, precisamos saber como entregar solução. E, para isso, a inovação gradual pode ser a saída pelos dirigentes, pois inovar não significa necessariamente revolucionar e sim ter foco.
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