A suspensão ativa é uma tecnologia automotiva que controla os movimentos verticais das rodas através de um sistema eletrônico, utilizado primeiramente pela equipe Williams F1 no início dos anos 90 se destacando das demais. Ao contrário do sistema de suspensão comum que trabalha de acordo com a rodagem, a suspensão ativa corrige as imperfeições da pista com mais eficiência que, por sua vez, dá mais estabilidade e desempenho ao carro, seja em curvas, aceleração ou frenagem, e facilita o controle do piloto.
A reintrodução da suspensão ativa é uma possibilidade real. Abolida em 1994, o dispositivo pode retornar à Fórmula 1 em 2018. O retorno é uma das quatro abordagens em avaliação para o próximo ano.
O debate sobre os sistemas de suspensão pré-carregados tem se arrastado há algum tempo, depois que a Ferrari pediu a FIA para definir com mais clareza sua política sobre dispositivos que ajudam o desempenho aerodinâmico.
Como resultado, uma das opções que esta sendo considerada e a reintrodução da suspensão ativa, com base em um documento elaborado pela McLaren. Se acordada pelas equipes e pela FIA, tal mudança de regulamento entraria em vigor em 2018.
A proposta da suspensão ativa sugere a padronização dos dispositivos para evitar uma corrida de desenvolvimento técnico demasiadamente caro. A proposta também argumenta que a suspensão ativa “traria a Fórmula 1 ao século XXI” da tecnologia.
Uma proposta de suspensão ativa apresentada pela Mercedes sugere como um bom ponto de partida, a definição de um sistema de quatro canais para melhor controle eletrônico dos carros.
Uma segunda opção sugere apertar os regulamentos de suspensão para evitar sistemas passivos projetados para influenciar a plataforma aerodinâmica. Ela se baseia em uma proposta de interpretação da Ferrari.
A terceira opção consiste em permitir os sistemas de suspensão que têm influência aerodinâmica. Isso permitiria efetivamente sistemas passivos projetados para controlar a plataforma aerodinâmica, o que permitiria que projetos como a suspensão FRIC (com as partes traseira e dianteira conectadas) retornassem. Embora elimine os pontos de interrogação sobre a legalidade de certos sistemas, há preocupações de que isso aumente mais ainda os custos da categoria.
A última opção é manter os regulamentos existentes, com a FIA realizando mais verificações para garantir a conformidade das equipes com o regulamento, onde cada equipe teria a obrigação de apresentar toda documentação referente a seus projetos de suspensão.
Essas possibilidades serão foco de discussão para consolidação do novo regulamento entre as equipes e a FIA.
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